No meu olhar vive a minha alma, calma, a minha saudade do que me fez e faz feliz, e mais do que tudo isso, o meu amor.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Dia do Amor





No dia dos namorados, mais uma vez a vida me encontrou sozinha, mas não triste, somente sozinha, depois de um dia de trabalho. Bebemos as duas um chá enquanto visitava alguns sites, blogues e o facebook, e ouvia uma autora americana falar de como encontrar a alma gémea ou a pessoa ideal, sendo ela alguém que só encontrou o homem da vida dela aos 41 anos, ainda tenho fortes possibilidades ;D. 

Na ida para o emprego recordei o meu primeiro dia de namorados, e nem o lembraria mais como tantos outros, se nesse dia, não tivesse acontecido algo que nunca pude esquecer.
Foi há muito tempo atrás, numa época que para juntar uns trocos para oferecer algo ao namorado não podíamos contar com o apoio dos pais, então da minha parca poupança só pude comprar três tabletes de chocolate para oferecer ao meu ex-marido, naquela altura ainda namorado. Já nem lembro se ele me deu algo nesse dia, mas lembro bem de ele guardar os ditos chocolates num bolso.
No meio dos transportes que apanhamos, numa ida para a baixa de Lisboa possivelmente, entramos no Metro e enquanto esperávamos pelo mesmo, eis que os malogrados chocolates caem para a linha. Lá pensei com um sorriso tanto esforço para nada, e nisto vejo o meu herói/namorado saltar para a linha, apanhar os ditos chocolates e naquele momento o meu coração caiu literalmente ao chão. Ele era doido, pois, era e com um feitio muito especial, nem me atrevi a ralhar com ele. Só me lembro que pedia a Deus para ele conseguir sair de lá a tempo enquanto olhava para ele desesperada, mas graças a Deus ele conseguiu fazê-lo.
Não sei, se aquele foi um gesto de amor a mim ou aos chocolates, mas que vê-lo bem e longe do perigo foi um alivio, isso foi. Naquela altura eu não amava, eu venerava aquele homem, era impensável perdê-lo, quanto mais vê-lo arriscar a vida por uns míseros doces. 
Pois, se fosse eu a deixar cair os benditos três chocolates atados com uma fitinha vermelha, eles teriam ficado lá, mesmo que sendo da melhor qualidade. Não era eu que saltaria para a linha para os ir buscar, não e não. Podia acabar ali o dia dos namorados, como acabou a oferta de rosas quando me esqueci das primeiras que ele me ofereceu em sua casa, (Sou super esquecida, elas ficaram na cozinha num copo de água e eu na sala com ele, quando vim embora nunca mais me lembrei delas, vinha cheia de amor e felicidade. Só quando cheguei a minha casa é que dei pela falta e fui castigada para sempre :D), mas eu não arriscaria a minha vida por eles.


Não tive prendinha ou mensagem especial, mas um coração de mãe adora ver a filha feliz, e hoje sei que contra tudo o que ela pensava, o namorado veio cá após o emprego e ofereceu-lhe um ramo de rosas que a deixou nas nuvens e muito contente. 
Irei dormir em paz e amor, sabendo que Deus é Grande na Sua sabedoria e bondade, dando-me a cada novo dia uma oportunidade de me aperfeiçoar e ser melhor. Bem hajam e muito amor e carinho para todos vós, não somente neste dia mas em toda a vida.




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O meu primeiro selinho ... estou contente



Se vissem o meu sorriso saberiam que estou contente com este mimo, ando tão emocional como uma futura mamã, mas de mamã só tenho o nascimento de um novo eu, tal como uma lagarta pachorenta que se atrasou e só agora percebeu que há muito deveria ser borboleta.


"A campanha ESSE BLOG UNE TODO MUNDO é para lembrar que devemos além de informar as pessoas, devemos manter a paz, em todos os aspectos, mesmo que as vezes seja difícil."


Como sabem não estou dentro da vossa realidade, mas andei lá perto e ainda ando com os maravilhosos amigos que encontrei por todo o mundo mas mais ao oriente ;). Ainda hoje alguns deles me encheram de carinho e atenção, são uns verdadeiros amores, que Deus os recompense e os ajude pois alguns deles têm uma vida muito mais complicada e insegura que a minha mas isso não os impede de terem sempre uma frase amiga para partilhar.

Agora o meu dilema, que blogues conheço que ainda não tem este selinho, vou tentar ver e depois partilho, se não mil desculpas, mas será que podemos dar o selinho aos mesmos? Gente é o meu primeiro selinho, ok. Alguém me ajude e explique as normas. Mas estou muito orgulhosa e contente. Ainda mais porque tenho deixado este meu cantinho aqui meio abandonado e mesmo assim a Mia se lembrou de mim, Muito Obrigado :D.



terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

E depois do amor.... o que faço aqui?



Olá, pois aqui estou... envergonhada pelo silêncio novamente, mas de volta. 
Apesar da paz interior não está fácil, quem disse que por uma pedra no passado era fácil, let it go is easy, não sabia do que falava. Tem sido uma verdadeira maratona de emoções.

Porque temos tanto medo de estar sós, mesmo quando de facto já o estávamos desde o inicio? Não sei, mas a simples ilusão que existe alguém no mundo que nos quer bem nos reconforta e nos faz sentir especiais. A cada elogio, cuidamos mais de nós e vemos em nós pequenas coisas que antes nem reparávamos, o nosso ego melhora e o rosto tem outro brilho, o brilho da felicidade, do estar bem com a vida.

Tenho muitos amigos, mas confesso que embora sinta que amo muitos deles como já referi, aquele era especial, por ser o primeiro feito on-line, por me telefonar, por escrevermos em Inglês durante horas trocando ideias e conhecimentos, por o sentir como da família. Sinto que me falta uma parte de mim, sinto-me só como nunca me senti, porque quase nunca tive ninguém assim na minha vida (só o meu melhor amigo da adolescência), sinto que às vezes o vazio se torna insuportável, porque antes era quebrado pelo toque do telefone, pelas suas perguntas para saber se estava tudo bem e me desejar boa noite, era quase como tradição entre nós que me acompanhou por quase 10 meses. Mas tenho de começar a aceitar que o tempo de espera não termina e ele não parece querer voltar. Por isso, aqui estou de novo, tentando recomeçar mais uma vez e com algumas novidades. 

Talvez volte a Inglaterra este ano ou no próximo, não sei se a Londres mas a outra parte de Inglaterra, perto de Nottingham de certeza. Uns velhos amigos, contactaram-me através do facebook e convidaram-me a visitá-los, e também tenho outro amigo que tem uma casa de família perto de uma zona costeira e que talvez ainda me deixe ir lá passar ferias (brincadeira, o meu amigo arranjou namorada, a minha filhota está novamente com o namorado, por isso, gente demais só complica, mas quem sabe, se estivermos em Inglaterra na mesma altura não o possa visitar para um chá das cinco ;)). Na volta, como aconteceu quando cheguei a Londres a distancia é tão grande que só mesmo de avião ou numa viagem de um dia de autocarro :D.

Devo admitir que reencontrar velhos amigos me deixou bem e com um sorriso, o que ultimamente, só com amigos tem sido possivel mesmo, quero muito voltar a ser eu, mas é esse o problema, já não sou o eu que eu conhecia, mudei tanto neste ultimo ano, que preciso saber e descobrir melhor que eu sou. Algo é certo, valeu a pena, hoje aceito muito melhor quem sou, e aprendi a me amar, independentemente dos meus defeitos, tipo de corpo, etc. Sou eu, como me fiz, como Deus me criou, neste momento sou assim, o futuro, deixo com Deus mas espero o melhor porque acredito que o mereço. Convencida? Não! Confiante que se nada de mal desejo ou faço a alguém, eu só mereço o mesmo :D. 





terça-feira, 17 de janeiro de 2012

E um mar de paz me inundou



Chega a uma altura em que a paz/calma regressa ao nosso interior, ou ficamos a muito poucos passos de perder a razão, nesse equilíbrio inseguro que é manter a nossa estabilidade emocional.
Precisei deste tempo, sei que com ele perdi seguidores e defraudei expectativas, mas eu precisa mesmo deste tempo, e numa decisão consciente fui egoísta e me ofereci esse direito.

Para quem me conhece, o principal é saber com o me sinto, pois bem, sinto-me como quando deixei este blog há dois meses, por volta da altura que fui e voltei de Londres.
Mas atreveria-me a dizer que estou ainda um pouco melhor, pois neste momento sou abençoada com um mar de paz interior, sei e sinto que tudo o que aconteceu na ultima parte do ano de 2011 e até poucos dias atrás foi necessário, libertador e karmico. Acredito que a auto análise que aqui fiz durante o ano que passou também foi importante para esse processo, mas um acontecimento mau muitas vezes tem um enorme poder para despoletar esta limpeza interior.

Durante este meu período de quase silencio, (e depois de muitos anos sem conseguir quase chorar), chorei, fiquei tremendamente triste, com uma dor que parecia querer estilhaçar o meu coração. Tive dias que sair da cama era um sacrifício, outros em que dormir era impossível, outros ainda que ficar sozinha era assustador e a necessidade de falar com alguém essencial, outros em que o simples facto de respirar era difícil e doloroso,  outros ainda em que uma esperança e uma alegria infantil tomava o meu coração. Que faltava neste quadro? Um momento de lucidez, compreensão, aceitação, pois o perdoar aos outros e a  mim, eu tinha feito directo, sem pensar duas vezes.
No entanto, sentia algo diferente em mim, e que nesta roda viva de emoções eu não sabia bem explicar o que era. Só por acaso um dia compreendi que a diferença era que toda a dor e a magoa sobre o no meu passado tinha desaparecido, como se tivesse sido algo que sei que vivi mas que já nada queria dizer, em troca existia só uma doce sensação de paz e crescimento interior.
Nós queremos achar que perdoamos ou acreditamos que o fazemos, mas enquanto falar no assunto reabre feridas, magoas e dor, de facto isso não aconteceu.

Sou pois de novo um livro em banco, acordei para um presente liberto de todos os medos, magoas e afins do passado e isso dá-me uma leveza que leva a que embora tudo na minha vida continue igual eu me sinta muito feliz. Só não escrevi antes, porque este feliz só começou nestes últimos dias, a paz é que já está comigo há mais algum tempo. 
Não queria escrever no pior de mim, pois sei que nesses momentos dramatizamos, escrevemos mais do que queremos, numa linguagem negativa, chorosa e de auto pena, quando não o fazemos culpando todos os restantes pelo mal que nos sentimos. Sei que como disse muitas vezes sou bem mais do que aquilo que aparento ser ou os outros acreditam que sou, vivo numa constante busca de aprender a encontrar o melhor em mim e nos outros, e apesar de momentos piores em que ainda me vou abaixo, acredito em Deus, adoro a vida e tenho esperança na humanidade :D

Deixo-vos por hoje com uma música que descobri e que neste momento é quase como um mantra para mim, espero que gostem. Bem hajam.



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O meu aniversário





Como detesto mesmo escrever quando estou mais cinzenta, blue como dizem os Ingleses, optei por ficar no silencio. Eu escrevo imenso nessas alturas mas somente para a razão e análise do porquê de estar assim, não um tipo de escrita que deva colocar aqui.

Eu adoro estar alegre, meia tolinha mesmo, com um sorriso de orelha a orelha, só que a palerma aqui não sabe usufruir esses momentos e na maioria das vezes questiona tudo e entra em filmes que só lhe causam medos e sofrimento.

Fiquei pois em silencio, num silencio que quase todos os dia me questionava, começas hoje a escrever novamente, ou ainda não tens a vontade necessária para fazer um post mais alegre, pois aqui este meu amiguinho ultimamente andava a ficar muito deprimente. Por diversas vezes ainda comecei a escrever, mas sempre deixei os textos que comecei incompletos e nada publiquei. Talvez os termine e os publique um dia. Mas hoje, mesmo correndo o risco de deixar o post a meio aqui estou, pois é um dia muito especial para mim, o dia do meu aniversário.


Posso dizer sem mentir que a minha vida sempre andou longe de ser um mar de rosas, mas depois de passar parte do dia em Lisboa com a filhota e enquanto esperava o autocarro para regressar, a melancolia e a tristeza começaram a querer se instalar novamente. Nesse momento, a mão de Deus fez-me observar um ser humano no outro lado da rua, um ser humano com deficiência que depois de sair da farmácia tentava apanhar um táxi. Ai a minha humildade fez-me repensar os meus sentimentos, sentir-me envergonhada com as minhas queixas e agradecer a Deus a graça de tanto eu como a minha filhota sermos "normais". Foi nessa altura que deixei a realidade e pensei o quanto os meus problemas eram mínimos perante os daquela pessoa que entretanto já nem se encontrava mais do lado de lá da rua.

Para aquele ser que Deus me permitiu observar, tudo é uma luta, uma conquista, onde não existe nem pode existir a palavra desistir. Dia, após dia, com as suas limitações ele luta para levar uma vida dita normal. Só o simples facto de se mexer, vestir deve estar cheio de dificuldades, sendo feito num tempo tão longo como sofrido. E por momentos, ali estava ele em frente de mim, não se diminuindo ou remetendo à pena de si próprio mas sim lutando para fazer algo que para nós é básico e habitual, apanhar um transporte para voltar a casa após uma compra na farmácia.

Pensei então que levamos uma vida questionando se estamos bem, bonitos, bem vestidos, se conseguimos ser amados por alguém, se temos ou não temos algo que naquele momento nos parece essencial, quando aquela pessoa se podesse pedir algo somente pediria para se mover bem, para ser "normal". Nós passamos uma vida a querer ser mais que normais, queremos ser especiais e únicos, e de facto somos e poucos de nós damos valor a esse facto. Poucos, na louca vida que vivemos sabemos dar valor às pequenas conquistas que fazemos diariamente, dos milagres que recebemos todos os dias e de quanto estarmos vivos e (como dizemos) normais é uma benção.






segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Happiness Felicidade





Cada vez que tentamos construir a nossa felicidade com base naquilo que os outros nos dão, perdemos a possibilidade de nos conhecer e aceitar como somos.
De facto, a felicidade é algo intrinseco ao nosso eu, toda a felicidade que tem como base o outro é efemera e pode redundar em frustação, vazio e sofrimento. Até os nosso pensamentos e sentimentos variam numa roda viva de emoções, dependendo de como o dia decorre ou do nosso estado emocional. Quantas vezes nos decepcionamos connosco em certas fases da vida, como podemos esperar que um ser exterior, com tantos ou mais dilemas que nós se encarregue de nos tornar felizes quando nós nos recusamos a fazê-lo.

Quando construimos a nossa felicidade com base no eu, não é uma decisão egoista nem o deve ser, é sim um saber que dentro de nós existe tudo o que necessitamos para partir em busca desse sentimento que todos desejam, a felicidade.
Quantas vezes nos cruzamos na vida com pessoas que segundo a nossa visão teriam tudo para ser infelizes e nos presenteiam com o mais belo sorriso e nos falam da sua vida e dos seus com tanta alegria e amor. Essa felicidade vem da aceitação da sua vida, do encontrar o positivo da situação, da gratidão pelos milagres e bençãos que sem dar-mos conta acontecem em nós e à nossa volta.

Deviamos aprender a ser felizes e inocentes como as crianças, a alegria e felicidade depende essencialmente do quanto nos aceitamos, o quanto nos amamos a nós próprios, das nossas expectativas e como as pensamos obter. Se conseguissemos vislumbrar que cada minuto da vida nunca mais volta, que pode ser gasto sendo feliz ou não, que podemos ser vitimas do destino ou seus próprios construtores, tudo mudaria.

Quando nos sentimos donos e senhores daquele pequeno minuto e responsaveis por o tornar unico e especial, sentimo-nos poderosos, está na nossa mão, ao nosso alcançe, sorrir e dar a cada assunto a sua real importancia, conseguir interiorizar que o que o outro diz ou a forma que age não tem a ver connosco mas sim com ele e a forma como o mesmo vê e sente o mundo ao seu redor, e que que se calhar os dramas de hoje daqui a umas horas ou semanas não farão qualquer sentido.

Ouse sonhar, desejar, querer, realizar, mas a cima de tudo, seja qual for a sua situação ouse sorrir  e ouse dar, dar uma palavra amavél a um desconhecido, um sorriso a uma criança, uma ajuda a quem precise e usufrua do sentimento do bem estar da felicidade que vem de fazer o bem e dar amor, e cada um destes gestos que tanto significam em termos de carinho e aos olhos de Deus são gratuitos e livres de impostos ;). Mas mais do que tudo ouse dar a si mesmo....ouse se amar ....ouse ser feliz.



Começado a 12/01/2012, reescrito a 30/05/2012



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Primeiro desejo de 2012: Ser mais paciente


Hoje vai ser difícil para mim, o assunto sobre o qual eu vou  escrever  tem-me  afectado desde sempre, é algo que bloqueia a minha vida e me torna infeliz, e que até hoje não consegui mudar. Quem me conhece acha que sou muito calma, doce, pacificadora a maioria das vezes, voluntariosa, que para me descontrolar é muito difícil, que para mim está tudo bem, e nada nesta descrição é falso, mas...

Também não é toda a verdade, se quero amadurecer, crescer e melhorar o meu eu interior, tenho que admitir que não sou tão calma, nem sempre é difícil me descontrolar, só não o faço facilmente e normalmente, porque guardo esta faceta menos boa para a pessoa que amo. Esta minha faceta não atinge a minha filha, meu pai, irmão, ou amigos. Mas sim, a pessoa que quero em minha vida para sempre, ao meu lado como companheiro, para essa eu sou uma verdadeira caixa de surpresas, um puzzle difícil de entender e montar, a calmaria antes da tempestade, eu consigo assustá-lo e deixá-lo sem saber o que fazer comigo.

Quando amo eu exponho-me, eu não sei mentir, fazer joguinhos, fazer-me difícil para essa pessoa. A pessoa dos meus afectos, sabe tudo o que sinto, o que penso, o que quero, o que faço e assim fico desprotegida. Qualquer palavra, gesto, silencio incompreendido eu crio o meu filme, deixo que os meus medos e insegurança me consumam e antes que a pessoa me deixe, me magoe, sou eu a pôr tudo irracionalmente em jogo, quase a dizer adeus, que já basta, que não quero sofrer, que se não me ama nem precisa ficar.
Porque o faço? Adoraria sabê-lo, não amo assim tão facilmente para destruir relações, sou demasiado difícil de me entregar a este sentimento, o que torna ainda menos compreensível e racional este pôr tudo a perder.

Ás vezes, bastaria esperar só mais umas horas e eu conseguiria racionalmente ver que tinha feito uma tempestade num copo de água, mas não, parece que não descanso enquanto não magoou quem amo e principalmente me magoo a mim, porque depois, fico mesmo muito mal e o outro também não pode ficar feliz. Talvez até me desculpe e sinta que existe ali um fundo de razão nas primeiras vezes, mas depois de repetir isto algumas vezes mais, essa capacidade acaba e não o posso condenar. 

Após esta analise ao meu eu profundo, neste novo ano que aí vem, eu gostaria de conseguir dominar esta minha dificuldade de esperar, a tendência para explodir perante o silencio do outro, de fazer filmes malucos, (devo esclarecer que eu não sou do tipo ciumento, sou mais do tipo que acredita que ninguém gosta de mim, que me podem estar a usar, etc.), de entregar os pontos antes da hora, de sofrer inutilmente. Penso que essa mudança passa por aprender a ser mais paciente. Neste ser paciente, englobo o colocar-me no lugar do outro, o esperar o momento certo para falar, o melhorar pacientemente o meu eu e este meu medo irracional de sofrer e me entregar, de tentar preencher os momentos mais vazios da minha vida para não ter tempo para pensar e tentar encontrar problemas onde só deveria existir felicidade, harmonia, compreensão, confiança e amor.
Vou ler mais sobre yoga e meditação, voltar a pintar (sem técnica, mas feliz), voltar a fazer Reiki e principalmente a fazer mais programas fora de casa.
Quero muito me libertar dos sentimentos e dos ciclos que só causam tristeza e infelicidade na minha vida, sei que tenho uma aliada muito importante, a minha psicóloga, que tem sido incansável e um amor comigo. Só na ultima consulta falei sobre este problema, nunca fui capaz de o fazer antes, mas quanto mais me conheço, mais fácil se torna ver onde falho e o quanto esse falhar me afecta. Foi um ano louco,  este que finda, um verdadeiro e assustador festival de emoções, espero que o novo traga um pouco de acalmia e o meu domínio sobre esta parte menos boa da minha personalidade.